A Batalha dos Mortos - Rodrigo de Oliveira

Edição: 1
Editora: Faro Editorial
Ano: 2014
Páginas: 310
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Atenção! Esta resenha pode conter (e provavelmente vai) spoilers do primeiro livro, "O Vale dos Mortos". Continuar é uma opção sua.


Enredo
A Batalha dos Mortos é o segundo livro da série das Crônicas dos Mortos, e que conta como um evento tão bonito ocasionou algo tão ruim. Todos esperavam a chegada do Absinto, aquele planeta lindo que só passaria aquela vez perto da Terra. O que não se esperava é que esse planeta é alimentado de alma,  e após passar pelo mundo só deixou seres cruéis, que não pensam e apenas querem comer. Zumbis seria a palavra correta. Entre os que não se transformaram, estão Ivan e Estela que criaram um refúgio para todos aqueles que conseguiram sobreviver a esse evento. No entanto outro refúgio foi criado, mas não com a melhor das intenções. Presidiários de segurança máxima fecharam um Comando do exército e estão mantendo refugiados como escravos. Uma fugitiva corajosa, uma guerra épica e uma história assombradamente interessante é o que podemos encontrar em A Batalha dos Mortos.
Desenvolvimento da história
Olha, normalmente eu não tenho problema com expectativas em livros. E A Batalha dos Mortos me toca exatamente disso. Eu comecei a leitura esperando fortes emoções, e o Rodrigo colocou mais do que eu esperava. Ou seja, ele só não cumpriu minhas expectativas como superou. Em A Batalha dos Mortos, nos deparando com a continuação de O Vale dos Mortos, quase exatamente quando terminou. Neste temos como problema não SÓ mais os zumbis, mas a comunidade criada por Emmanuel e outros detentos. Eles são cruéis, violentos, e não hesitam em cuidar apenas de si próprios. Nessa comunidade está Isabel, uma jovem forte, diferente e que resolve fugir por motivos maiores. Ela consegue chegar ao refúgio de Ivan e "mostrar" o que acontece na comunidade de Emmanuel. 
A história é cheia de emoções, guerras, conversas interessantes e muito o que aprender. Uma coisa que eu gostei é que a história não fica apenas com Ivan, Estela e o pessoal do Condomínio Colinas. Rodrigo acrescentou personagens fortes e importantes, que enriqueceram a obra de uma maneira incrível. Não vejo mais os outros livros sem os personagens que foram acrescidos. 
O sobrenatural está presente, mas não caiu na mesmice. Foi colocado de uma boa maneira, e enriqueceu a obra mais uma vez. E o final foi arrebatador, deixou meu coração bombardeado de emoções e já louco pela continuação: A Senhora dos Mortos.

“O mais perturbador era que se tratava de um rosto assustadoramente familiar. Um rosto conhecido, a face outrora bela de uma mulher. Mas, nos olhos brancos e leitosos do ser, Ivan enxergou o Absinto. Não viu nada menos do que o Inferno, porque aquela criatura era personificação do Mal. Um demônio que fora libertado sobre a Terra para esmagar o que havia sobrado da humanidade”

Personagens
Ivan, Estela e o pessoal do Colinas amadureceram bastante, trazendo um diálogo muito melhor que o primeiro. Rodrigo deve ter pensado que depois de tudo que eles passaram, eles mereciam amadurecer. E fez isso com maestria. Adorei os novos personagens, principalmente Isabel. Ela é forte, corajosa e tem uma característica muito especial, que deu um brilho a obra sem se tornar estranho. Cada personagem, seja primário ou secundário teve sua importância. Importância essa que desperta afeto em quem lê. 
Diagramação e conclusão
A diagramação feita pela Faro ficou divina. Fontes em tamanhos satisfatórios encaixadas em páginas amareladas que dão uma leveza a leitura. As capas dessa série são simplesmente lindas, em um padrão que deixa qualquer um de boca aberta. Eu acho muito macabro, e consequentemente muito lindo. Falando de uma maneira geral, A Batalha dos Mortos me deixou muito feliz, e já estou esperando pela continuação. Esse é o tipo de obra que empolga qualquer pessoa (que goste do gênero, claro!)

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