Estação Onze - Emily ST. John Mandel

Informações Técnicas


Edição: 1
Editora: Intrínseca
Ano: 2015
Páginas: 318
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Olá pessoal,

Desde o ano passado, quando eu terminei de ler a saga Maze Runner, eu venho evitando ler distopias, isso pelo simples fato delas terem se tornado muito repetitivas, sem graça e nada conseguia chamar minha atenção. Até agora.

Depois de um ano resolvi me render ao novo lançamento da Editora Intrínseca Estação Onze, o quarto romance da canadense Emily St. John e confesso que estou maravilhada com o livro.




O livro conta a história de Arthur Leander, um ator de meia idade que carrega o peso de três divórcios, sempre alvo da mídia e que sofre um ataque cardíaco no meio de uma apresentação de teatro em que ele era o personagem principal; Jeevan, um ex-paparazzi que perseguia Arthur e suas esposas, mas decide mudar de vida e virar socorrista, o primeiro a subir ao palco e tentar ajudar Arthur durante seu ataque cardíaco; Kirsten, uma atriz mirim que representa uma das filhas de Arthur na peça e que permanece no palco após a morte do ator; Miranda, a primeira esposa de Arthur; e um misterioso profeta. 

Calma, não tem nenhum spoiler ai, tudo isso acontece ainda no primeiro capítulo. O fato é que, na mesma noite em que Arthur morre dentro do teatro de Toronto, uma mutação do vírus da gripe suína começa a se espalhar no mundo. Conhecida como Gripe da Georgia, a doença com taxa de 99% de mortalidade se espalha rapidamente pelo mundo e começa a exterminar toda a população. 

Menos de uma semana depois do início da epidemia a população mundial está praticamente desintegrada. 


Vinte anos depois da epidemia, o mundo se tornou um lugar quase vazio. Não existe energia, não existe água encanada, combustíveis, internet, tecnologia, absolutamente nada. No meios desse vazio, um grupo de sobreviventes se uniu para formar a Sinfonia Intinerante que reúne uma pequena orquestra e uma trupe de teatro que sai viajando e interpretando peças de Shakespeare nas comunidades sobreviventes. 


Se o inferno são os outros, o que é um mundo onde não há quase ninguém? (...) Tantas espécies haviam aparecido e depois sumido desta terra, que diferença faria mais uma? Quantas pessoas restavam agora?

O livro vai alternando entre momentos do passado e do momento atual, mostrando flashes de tudo que aconteceu antes da epidemia e de toda a história que liga esses personagens que eu mencionei lá em cima.


O que mais me encantou no livro foi que ele te envolve de tal maneira que, quando se fala em grandes máquinas de metal que voavam, em internet, em pequenas máquinas que podiam te comunicar com qualquer pessoa em qualquer lugar do mundo, você chega a pensar que isso é impossível, ou seja, ele te faz pensar a que nossa realidade é algo próximo a uma ficção científica. Além, disso, ele te faz apreciar as pequenas coisas que nós temos e em como a nossa vida é facilitada pela tecnologia. 

A leitura do livro é incrível, a linguagem da autora é super fácil e ao mesmo tempo é muito bem elaborada, os personagens são extremamente bem construídos e estruturados. A autora elaborou uma história perfeita e que liga todos eles de uma maneira incrível e inesperada. Devo confessar que esse livro superou toda e qualquer expectativa que eu tinha.


A diagramação do livro está perfeita, apesar da Intrínseca ter começado a diminuir a fonte da letra, mas, ainda assim, o tamanho continua em um formato confortável, a folha é amarelinha e tudo contribuí para uma leitura muito agradável.

Por fim, gostaria de chamar muita atenção para um detalhe que eu amei. Além da capa ter ficado muito incrível, ela tem uma textura muito legal que deu um toque especial ao livro.

Recomendo muito que todos vocês leiam o livro. A história é super envolvente e vai prender vocês desde o início da leitura até o fim, deixando um ótimo gostinho de quero mais.

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6 comentários

  1. Oi, Clara!!
    Também parei mais com as distopias pois tão muito repetitivas, mas fiquei super curiosa quanto anunciaram esse lançamento e essa é a primeira resenha que leio dele!
    Uma história assim tão envolvente eu não poderia perder, e eu amei essa edição!
    Muito boa a resenha! Bjão <3

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  2. Clara!
    As distopias viraram febre e ficaram um tanto repetitivas, mas aqui me parece que temos um exemplar diferenciado, onde a distopia foge ddas comuns e merece uma leitura cuidadosa.
    Adorei!
    “O amor é grande e cabe nesta janela sobre o mar. O mar é grande e cabe na cama e no colchão de amar. O amor é grande e cabe no breve espaço de beijar.”(Carlos Drummond de Andrade)
    cheirinhos
    Rudy
    http://rudynalva-alegriadevivereamaroquebom.blogspot.com.br/
    Participe no nosso Top Comentarista!

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  3. muito obrigada!
    eu vi a história desse livro em um evento q eu fui, mas tinha me esquecido o nome -.-' (minha desculpa: teve livro demais. ) e achei bem interessante. eu adoro distopias e fiquei super feliz de quando eu fui lendo a resenha eu pensei: era esse livro q eu tava procurando!

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  4. Eu não curto muito distopias por também ser o que está mais em moda hoje em dia.
    A única distopia que me deixa com muita curiosidade é o famoso Maze Runner (o que você disse sobre as distopias serem repetitivas está relacionado com esta saga? Você gostou?)!
    Eu não curti muito Divergente...
    Mas não sei, tem algo nesta capa de Estação Onze que me chama bastante atenção e a sua resenha fez com que eu quisesse realmente ler. Acho que vou dar uma oportunidade para ele.
    Ps: Vou ler Estação Onze antes que vire modinha também.
    Beijos!

    umlugarparaleresonhar.blogspot.com

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    Respostas
    1. Becca, Maze Runner é a minha saga favorita de todos os tempos, a mais incrível que já li até hoje. Temos resenhas do primeiro, segundo e de um livro extra da série aqui no blog. Super recomendo que você leia, não vai se arrepender.

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  5. Por incrível que pareca, eu gostei1!!!
    Esses livros mais distópicos que falam do fim do mundo, muitas mortes na terra, zumbis, monstros e tal, eu sempre fujo porque sou supermedrosa! kkkkkk
    mas esse me ganhou!
    Vou marcar aqui para ler, sim!!
    bjãooo

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