Primeiras impressões: Desventuras em Série (Livro primeiro, segundo e terceiro)

Olá pessoas lindas,

Recentemente eu completei minha coleção de Desventuras em Série. Coleção essa de 13 livros que inspiraram o filme, de mesmo nome, que fez parte da infância de muita gente.

O box completo sempre custou bem caro e, por isso, eu optei por ir comprando e trocando os livros aos poucos, grande maioria foi obtida através de trocas no Skoob ou compradas nos sebos da Estante Virtual. Depois de quase um ano eu, enfim, consegui todos os livros e comecei a lê-los.

Para quem não sabe, apesar da grande quantidade de livros, o filme que conhecemos, estrelado por Jim Carrey, é baseado apenas nos três primeiros livros (Mau começo, A Sala dos Répteis e O Lago das Sanguessugas), por isso que eu decidi contar pra vocês um pouco do que achei sobre o início da série e comparando-a com o pouco que conhecemos através do filme.




























Desventuras em Série, obviamente, não é um livro tão feliz assim. Como muitos devem saber, somos introduzidos à história de Violet, Klaus e Sunny Baudelaire, três irmãos que ficam órfãos logo após um incêndio destruir a casa da família e matar o Sr. e a Sra. Baudelaire. Como todos são menores de idade, os órfãos precisam de um tutor que tome conta deles enquanto eles não podem se virar sozinhos.

É dessa maneira que as crianças vão parar nas garras do Conde Olaf pela primeira vez. Um suposto primo de não sei quantos graus, ganancioso e que é capaz de fazer qualquer coisa para colocar as mãos na fortuna das crianças.

Após sofrerem maus bocados e acabarem por se livrar do Conde, as crianças vão morar com o dr. Montgomery, ou Tio Monty, um renomado cientista que estuda répteis, em especial cobras e serpentes. Mesmo com a esperança de que terão uma boa vida e que estão longe das artimanhas malignas do Conde Olaf, as crianças se veem completamente enganadas com a chegada de um novo assistente de laboratório do Tio Monty e correm contra o tempo na esperança de salvar suas vidas.

        Já no terceiro livro, eles são conduzidos para a casa da Tia Josephine, que mora perto do temível Lago das Sanguessugas, onde ela recentemente perdeu o seu marido. Novamente as crianças são conduzidas para a falsa sensação de segurança, enquanto o Conde Olaf apronta novamente,  sem medir esforços para se apossar da fortuna dos Baudelaire.




















Os livros são pequenos e rápidos, mas ainda assim, escondem bastantes detalhes da história que não foi mostrados nos filmes. Para quem já é fã da adaptação cinematográfica, os livros são uma boa leitura, repletos de cenas inéditas e bastante envolventes. É impossível não se deixar comover com a história desafortunada dos órfãos e não se irritar com o fato de ninguém dar ouvidos a eles quando o Conde Olaf aparece.

No geral eu me surpreendi bastante, apesar de serem considerados como literatura infantojuvenil, os livros trazem uma linguagem bem elaborada. Os capítulos são narrados em terceira pessoa por Lemony Snicket, um escritor que se vê na obrigação de contar para o público geral tudo aquilo que se passou com os Baudelaire, o que torna a leitura ainda mais interessante, visto que o autor também participa e influencia durante a narrativa.

Obviamente, o filme que conhecemos não traz tudo que existe no livro, no entanto, devo ressaltar que é surpreendente como diversos detalhes foram observados durante a adaptação e é quase impossível desassociar a fisionomia dos personagens do filme com aqueles que vemos na história.




A diagramação dos livros é muito fofa, os capítulos são cheios de imagens legais e que ajudam bastante na construção da história na nossa cabeça. 

Outra coisa que eu achei muito legal é que a série possui 13 livros e cada livro possui, exatamente, 13 capítulos. O único problema é que, devido ao fato do autor ter se limitado à 13 capítulos, alguns acabam saindo grandes demais e isso prejudica um pouco o desenrolar e a fluidez da leitura.  A fonte é bem grande, devido ao fato dos livros terem como alvo um público mais jovem. As folhas são amarelas e bem grossinhas e, ao analisar o conjunto completo da obra, as edições ficaram muito lindas e seus elementos contribuem para uma leitura bastante confortável.


Resumindo, a primeira impressão que tive ao ler os três primeiros livros foi de tristeza pelo fato do filme ter explorado tão pouco a história toda, se analisarmos o fato de que eles deixaram 10 livros de fora da adaptação. O que me consola bastante é saber que uma nova adaptação está sendo feita pela Netflix e que (espero) pode explorar bem mais esse universo tão amplo.

Atualmente estou começando o quinto livro e, assim que terminar o sexto, voltarei para falar o que achei deles. Enquanto isso, espero que vocês comecem a ler essa série tão legal e depois venham me dizer o que estão achando.

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